Fake?

Fake (falso em inglês) é um termo usado para denominar contas ou perfis usados na internet para ocultar a identidade real de um usuário.
Para isso são usadas identidades de famosos, personagens de filmes, desenhos animados, animes e até mesmo de pessoas conhecidas do dono da conta. Como não se sabe quem é o dono do fake, é comum chamar o próprio dono desse perfil de "fake".
De maneira geral, os "fakes" são comumente encontrados em sites de relacionamento (como o orkut), mas também existem em serviços de mensagem instantânea (como o msn messenger) e fóruns. Uma das finalidades de um fake é dar opiniões sem se identificar, evitando constrangimentos ou ameaças pessoais ao opinante,mas sua maior finalidade é uma segunda vida,como um RPG. A maioria dos fakes o fazem só por diversão, para conhecer novas pessoas sem expor-se, para homenagear seu ídolos, etc. No orkut, os criadores de perfis fakes, que ja passam de 900 mil, tem entre 8 e 25 anos de idade.
Em alguns países, o conceito da palavra "fake" está mais voltado para arquivos ou servidores de P2P falsos e para montagens fotográficas. fonte: Wikipédia


Com a expansão dos vídeos "caseiros", essa expressão "fake", também ganhou força no mundo do audio visual. Por muitas vezes vendo vídeos no youtube, vimeo, google vídeos, etc, nos deparamos com vídeos que nos faz pensar se realmente é verdade ou é um "fake".


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Realidade comodificada: ‘a tal síndrome’

Aos fatos: o "discurso" de realidade. A publicidade há muito se apropriou de uma estética supostamente documental, baseada na ‘realidade’ ou na legitimidade oferecida por fatos reais – como em testemunhos colhidos com câmeras trêmulas, criando sintaxes de uma ‘precariedade que se pretende verdade’. Trata-se de uma estética conhecida, tomada por empréstimo dos programas policiais, das reportagens onde a equipe sempre enfrenta situações de risco ou tensão. O fato é que essa mesma estética se encontra hoje presente em anúncios de sabão em pó, produtos eletrodomésticos e numa infinidade de produtos que nada têm em comum com processos documentais caracterizados pela urgência ou pela precariedade.

São formas de representação que, de certa forma, evidenciam esta suposta procura pelo que seria a “realidade mais autêntica”. Como se tal abordagem da realidade (em alguns casos apenas a pele, a realidade mais aparente, o verniz) pudesse levar-nos a tocar uma suposta ‘verdade’, que anseia pelo real.


Esse é um pequeno trecho de um texto chamado "Síndrome de Realidade", escrito por Lucas Bambozzi, que explica de forma rápida, porém, agrega muito valor aos meus últimos dois posts.

Fonte: www.interfacescriticas.net - Síndrome de Realidade - versão apresentada em palestra durante o Festival É Tudo Verdade, em março de 2006 - Lucas Bambozzi

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Stunt City

Esse vídeo é um comercial de um desodorante da Unilever, mesma empresa que fabrica o Rexona. Esse video mostra outra consequência dos “fakes”.



Aproximadamente vinte pessoas do meu convívio, que ao verem esse vídeo e o vídeo do post de ontem, tiveram as opiniões muito parecidas, a maioria acha que o fato de pichar o Força Aérea 1 foi real e no caso desse vídeo a maior parte das cenas são “fakes”. Apenas duas ou três das pessoas que viram esses vídeos comigo pensaram ao contrário.

O fato é que, pela lógica, pichar o Força Aérea 1 implica em passar por uma segurança muito além do que se pode imaginar e no outro caso saltar da janela do quarto para cima de um ônibus parece ser algo difícil mas real para um dublê.

Mas o que realmente faz a diferença nos vídeos a ponto de mudar as opiniões é o enquadramento. Toda a tremedeira com pouca luz e respiração ofegante do primeiro vídeo traz a noção de verdade da cena, enquanto o vídeo dos dublês, mesmo que os dublês possam fazer tudo aquilo, tem o enquadramento correto para cada cena, iluminação, cortes para outras câmeras. Não estou dizendo que a cidade dos dublês realmente existe, porem os dublês realmente fizeram todas as ações das cenas, diferentemente do vídeo de ontem, que o avião existe, mas são falsas as ações das cenas.

É importante dizer que cada vídeo tem uma finalidade para sua produção, acredito que a Unilever não tem a intenção de fazer ninguém acreditar que realmente essa cidade exista fisicamente, mas o fato importante onde quero chegar é que a noção de “verdade” das pessoas ao verem o vídeo de ontem, é o enquadramento “amador”. Temos a sensação de que se o vídeo não tem qualidade de filmagem, nem de luz e tampouco de som, nos remetendo a acreditar que o produtor desse vídeo, também não teria dinheiro nem recursos para fazer um efeito especial tão convincente. E esse tipo de pensamento estereótipo muitas vezes, somado a falta de conhecimento na área de produção de vídeo, marketing ou até mesmo sobre um determinado assunto, como por exemplo, a segurança do Força Aérea 1, fazem com que a opinião da maior parte das pessoas seja positiva em relação a veracidade de um “fake”.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O poder de um fake.

Essa produção exemplifica bem de como um “fake” pode virar algo realmente grandioso, porem as conseqüências podem não serem agradáveis. No ponto de vista de um publicitário, uma idéia brilhante, mas quando falamos no ponto de vista governamental e político, como mostra esse vídeo que "supostamente" mostra uma vulnerabilidade inadmissível na segurança do Força Aérea 1 e conseqüentemente na segurança do Presidente dos Estados Unidos.



Marc Ecko, fundador e presidente da grife Ecko, foi processado 2 vezes pela produção e divulgação desse vídeo, mas ganhou as 2 causas. No link abaixo ele explica um pouco da produção e alguns detalhes sobre o objetivo do vídeo, diz também que o vídeo realmente é um fake e que o avião foi alugado e pintado como o Força Aérea 1.




Outro problema gerado foi as muitas discussões na internet sobre o assunto, em que as opiniões chegaram ao ponto de se falar em conspiração americana para encobrir a verdade, de que realmente o Força Aérea 1 teria sido pichado, mesmo depois dos depoimentos de Marc Ecko.

Um dos acontecimentos que mais chamou atenção das pessoas para o vídeo, foi que segundo o The Sun, o vídeo ao ser vizualizado pelos responsáveis pela segurança do Força Aérea 1, foram direto conferir no avião se realmente ele tinha sido pichado.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

"Tocando" Bohemian Rhapsody com as mãos!

Sei que parece estranho, mas o meu primeiro post é de um maluco que consegue fazer algo muito engraçado.... ele conseguiu fazer uma pequena releitura de uma obra de arte.

Claro que esse vídeo não traduz a minha intenção nesse blog. Mas com o tempo vou alimentar ele com coisas bem mais informativas.

Abraço a todos!