segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Realidade comodificada: ‘a tal síndrome’
São formas de representação que, de certa forma, evidenciam esta suposta procura pelo que seria a “realidade mais autêntica”. Como se tal abordagem da realidade (em alguns casos apenas a pele, a realidade mais aparente, o verniz) pudesse levar-nos a tocar uma suposta ‘verdade’, que anseia pelo real.
Esse é um pequeno trecho de um texto chamado "Síndrome de Realidade", escrito por Lucas Bambozzi, que explica de forma rápida, porém, agrega muito valor aos meus últimos dois posts.
Fonte: www.interfacescriticas.net - Síndrome de Realidade - versão apresentada em palestra durante o Festival É Tudo Verdade, em março de 2006 - Lucas Bambozzi
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Stunt City
Aproximadamente vinte pessoas do meu convívio, que ao verem esse vídeo e o vídeo do post de ontem, tiveram as opiniões muito parecidas, a maioria acha que o fato de pichar o Força Aérea 1 foi real e no caso desse vídeo a maior parte das cenas são “fakes”. Apenas duas ou três das pessoas que viram esses vídeos comigo pensaram ao contrário.
O fato é que, pela lógica, pichar o Força Aérea 1 implica em passar por uma segurança muito além do que se pode imaginar e no outro caso saltar da janela do quarto para cima de um ônibus parece ser algo difícil mas real para um dublê.
Mas o que realmente faz a diferença nos vídeos a ponto de mudar as opiniões é o enquadramento. Toda a tremedeira com pouca luz e respiração ofegante do primeiro vídeo traz a noção de verdade da cena, enquanto o vídeo dos dublês, mesmo que os dublês possam fazer tudo aquilo, tem o enquadramento correto para cada cena, iluminação, cortes para outras câmeras. Não estou dizendo que a cidade dos dublês realmente existe, porem os dublês realmente fizeram todas as ações das cenas, diferentemente do vídeo de ontem, que o avião existe, mas são falsas as ações das cenas.
É importante dizer que cada vídeo tem uma finalidade para sua produção, acredito que a Unilever não tem a intenção de fazer ninguém acreditar que realmente essa cidade exista fisicamente, mas o fato importante onde quero chegar é que a noção de “verdade” das pessoas ao verem o vídeo de ontem, é o enquadramento “amador”. Temos a sensação de que se o vídeo não tem qualidade de filmagem, nem de luz e tampouco de som, nos remetendo a acreditar que o produtor desse vídeo, também não teria dinheiro nem recursos para fazer um efeito especial tão convincente. E esse tipo de pensamento estereótipo muitas vezes, somado a falta de conhecimento na área de produção de vídeo, marketing ou até mesmo sobre um determinado assunto, como por exemplo, a segurança do Força Aérea 1, fazem com que a opinião da maior parte das pessoas seja positiva em relação a veracidade de um “fake”.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
O poder de um fake.
Marc Ecko, fundador e presidente da grife Ecko, foi processado 2 vezes pela produção e divulgação desse vídeo, mas ganhou as 2 causas. No link abaixo ele explica um pouco da produção e alguns detalhes sobre o objetivo do vídeo, diz também que o vídeo realmente é um fake e que o avião foi alugado e pintado como o Força Aérea 1.
Outro problema gerado foi as muitas discussões na internet sobre o assunto, em que as opiniões chegaram ao ponto de se falar em conspiração americana para encobrir a verdade, de que realmente o Força Aérea 1 teria sido pichado, mesmo depois dos depoimentos de Marc Ecko.
Um dos acontecimentos que mais chamou atenção das pessoas para o vídeo, foi que segundo o The Sun, o vídeo ao ser vizualizado pelos responsáveis pela segurança do Força Aérea 1, foram direto conferir no avião se realmente ele tinha sido pichado.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
"Tocando" Bohemian Rhapsody com as mãos!
Claro que esse vídeo não traduz a minha intenção nesse blog. Mas com o tempo vou alimentar ele com coisas bem mais informativas.
Abraço a todos!